
Vamos Falar Sobre Vinho?
O vinho consiste em uma bebida alcoólica extraída da fermentação de uvas recém colhidas e no processo de fermentação, o açúcar é convertido em álcool pela levedura. Resumidamente, o processo de produção de vinho consiste no esmagando das uvas, no qual permite que as leveduras naturais presentes nas películas entrem em contato com os açúcares naturais presentes no sumos, sem a necessidade de nenhuma outra intervenção humana, sendo assim, qualquer uva pode ser transformado em vinho.
O enólogo, que é o especialista em produção de vinho, pode interferir de diversas forma no processo de produção do vinho, com o objetivo de alterar a sua qualidade e sabor, seja incluindo elementos, tais como açumar, cepas de fermento, adição de de ácidos naturais de frutas, taninos em pó, pequenas quantidades de enxofre, enfim, diversos itens, a depender e das permissões do pais em utilizar determinados ingredientes e da qualidade da fruta.

Origens do Vinho
É impossível precisar de como e onde exatamente surgiu o vinho, mas acredita-se que foi de forma acidental a partir de uvas esquecidas em algum recipiente, que posteriomente sofreram fermentação. Existem diversas evidências da existência do vinho que remontam ao passado antes do surgimento da escrita, como a descoberta de grainhas (sementes da uva) na Geórgia, região localizada ao sul da Rússia e ao norte da Turquia, entre 8000 a 5000 a.C., este local inclusive acredita-se ser o provavelmente onde surgiu o vinho. Os Egípcios também tem registros em pinturas e documentos datados de 3000 a 1000 a.C. do processo da vinificação e o uso da bebida em celebrações.
A cultura do cultivo e consumo do vinho foi impulsionada principalmente por Egípcios, Gregos e Romanos, evidenciado em suas pinturas, onde a bebida era utilizada em celebrações e rituais. No Egito, existem pinturas e documentos com registros do processo de vinificação e do consumo de vinho em celebrações e rituais. Os primeiros enólogos foram egípcios e os eles foram os primeiros exportadores de vinhos para a os continentes Europeus, da África Central e alguns reinos da Asiáticos. Na Grécia o vinho chegou por volta de 2000 a.C. e foi cultivado ao longo da costa do mediterrâneo, tornando-se um elemento cultural e economicamente vital para o desenvolvimento grego, apreciado por todas as classes econômicas. O plantio de videiras Gregas se estende para outras regiões a partir do ano 1000 a.C., como a Itália e Península Ibérica. Na França, por volta de 700 a.C., os gregos fundaram Marselha, onde supostamente ocorreu o primeiro contato dos franceses com o vinho.
O gosto do vinho daquela época era bem diferente do vinho de hoje, as pessoas consumiam mais pelo efeito entorpecente e suas sensações e geralmente era consumida com água, mel ou outro elemento para disfarçar o gosto original.
O expansionismo Romano, iniciado em 500 a.c., os romanos levavam consigo a cultura do consumo do vinho por toda Peninsula Itálica e Mediterrâneo. Existia a predileção da época pelo vinho doce, desta forma, as uvas são colhidas o mais tarde possível, ou era adotado um antigo método, colhendo as uvas imaturas e deixando-as ao sol para secar e concentrar o açúcar. Essa técnica chama-se “passificação da uva” é utilizada ainda hoje na produção de alguns vinhos.
Os gregos tinha o hábito de armazenar o vinho em ânforas (recipientes de argila), enquanto os romanos utilizavam uma técnica mais moderna de armazenar em barris de madeira, que acabava realçando o sabor do vinho.
Vinhos Italianos
Na Itália existem as regiões produtoras de vinhos mais antigas do mundo, o vinho italiano é exportado para o mundo inteiro e o seu consumo faz parte da cultura italiana.
De acordo com a “United Nations of Roma Victrix (UNRV)” os antigos povos Estrucos e os Gregos introduziram a produção e o hábito do consumo do vinho na Itália, e os Romanos passaram também a ser consumidores de vinhos e com a expansão Romana, conforme já citado acima, pelo resto da Península Itálica, diversos vinhedos surgiram em todo o território italiano. O vinho era a principal bebida consumida pelo velho mundo.
Atualmente na Itália as principais regiões produtora de vinho são, Toscana, Piemonte, Vêneto e Puglia.

Locais Adequados para Produção de Vinho
A videira precisa de condições climáticas ideais para subsistir e dar bons frutos, sendo assim, nem todas as partes do mundo apresentam essas condições, que consiste num inverno rigoroso, primavera úmida (mas não em excesso) e verão longo, ensolarado e quente, outono suave e relativamente seco.
De acordo com a Wine Pages as videiras florescem em duas bandas bastante estreitas de latitude aproximadamente 30-50° ao norte e 30-50° ao sul do equador, onde as condições climáticas são ideais para o cultivo de uvas para vinho da mais alta qualidade.

Um fato interessante é que a videira não necessita de solo rico e fértil, ao contrário, os melhores vinhos são originados de solos de má qualidade. Isso acontece porque em solos pobres, estimula que as raízes da videira busque se aprofundar na buscar de água e nutrientes, e nisso acaba absorvendo nutriente mais complexos que serão adicionados a uva. As uva de solo rico e fértil produzem colheitas abundantes, mas são uvas mais adequadas para comer e não para produção de vinho, pois a fruta será simples e doce, sem minerais, ácidos e sabores complexos.
Vinhos e Uvas
A França sempre foi um dos países de destaque em produção de vinho, nas últimas décadas, entretanto, os tradicionais vinhos franceses deixaram de ter exclusividade, pois outras regiões do mundo passaram a utilizar os mesmos tipo de uvas e técnicas francesas para produzir vinhos. A França, no entanto, não permetia que utilizasse a sua tradicional nomenclatura de denominação de vinho, que era baseada no local de produção e não no tipo de uva. Essa nova geração de produtores de vinho passou a utilizar o nome da uva, confome quadro a seguir:
| VINHO FRANCÊS | TIPO DE UVA | NOVOS PRODUTORES DE VINHO |
| Bordeaux | Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot | EUA, Austrália, África do Sul, Chile, Bulgária, Romênia, Espanha, Itália, Líbano |
| Borgonha (vermelho) | Pinot Noir | EUA, Nova Zelândia, Austrália, África do Sul |
| Borgonha (branco) | Chardonnay | Austrália, Nova Zelândia, EUA, África do Sul, Chile, Argentina, Espanha, Itália, Bulgária, Hungria |
| Rhône do Norte | Syrah (shiraz) | Austrália, Nova Zelândia, EUA, África do Sul |
| Alsácia | Gewurztraminer, Riesling | Nova Zelândia, Austrália, EUA |
| Sanserre | Sauvignon Blanc | Nova Zelândia, Chile, EUA, África do Sul |
| Champenhe | Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier | EUA, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul |










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